sábado, 15 de maio de 2010

Incansável choro

Chocolate, romances. 
Ao fim da tarde, lágrimas.

Beijos, casamento. 
Na noite escura, lágrimas.

Pedidos, sorrisos.
Em pleno almoço, lágrimas.

 Amor, casais.
Madrugadas inteiras, lágrimas.

Não transparecem pelos olhos,
mas doem na alma.

O que bonito é, me lembra a dor.
Lágrimas caem sem pudor.

Sonhos não são bobagens

 Acordei chateada. Queria o barulho de volta. A confusão me fazia sentir bem. Quando eu podia ver que era só um sonho. 
 E que sonho... As coisas sem nexo. As pessoas dizendo frases engraçadas. A música boa. O cheiro da comida. Outra música boa. Todos sorrindo por motivos em comum. Mesmo assim, continuava sendo confuso.  
 Confuso porque era difícil acreditar naquilo. Na situação, na felicidade. Há muito tempo só tenho vivido isso em sonhos. Sem o peso da saudade. Sem a culpa, despreocupada.
 Da última vez foi um pouco diferente. Havia uma riqueza maior do que antes. Havia um brilho indescritível. Vindo dele, de seu sorriso. Eu esperei tanto por vê-lo, e, enfim, ele estava lá. 
 Continuava sendo um sonho confuso. E mais lindo do que nunca. Eu me vi de uma forma tão diferente, radiante. Com ele sempre ao meu lado, como tinha de ser. 
 Acordei chateada. Queria o meu sonho de volta. Lá eu consigo me sentir bem. Qaundo nada mais importa, só o sonho. 
 Estou aqui, sonhando novamente. Porém, acordada desta vez.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Inconstância permanente

Esse humor, essa saudade.
Um grande aperto no coração.
Cabeça tonta, calafrios.
Esse tremor nas mãos.

Quente de mais, fria de mais.
Os pés sempre no chão.
Tamanho sono, olhar caído.
Ainda esperando na estação.

Insônia e ansiedade.
O celular sempre à mão.
Deixo de contar o tempo.
Cansei da precaução.

domingo, 18 de abril de 2010

Where is love?

Passaram meses, anos.
Ela parecia estar dentro de um sonho. 
Mas há muito tempo ela era sozinha.
Vivia somente com a esperança e a casa vazia.

Não correspondido

 Queria lhe pedir desculpas e queria de verdade que você as aceitasse. Desculpas por te magoar e não poder fazer nada a respeito. A culpa simplesmente não é minha se eu não te amo.
 Eu não pedi para que tudo fosse assim. Não esperei que tudo fosse chegar a tal ponto. Do sim ou nunca mais. E eu me arrependo sim de ter começado tudo isso. Eu me arrependo até de ter te conhecido. Mas não posso mudar mais nada.
 Entenda o meu lado. Se coloque no meu lugar. Não julgue tão mal o meu coração, as minhas palavras. Não jogue em cima de mim todo o peso da sua infelicidade. Você sabe muito bem que não se pode mandar nos sentimentos. Infelizmente.
 Hoje, depois de tudo isso, você podia pelo menos sentir raiva de mim, ou coisa do tipo. Algo que fizesse com que você se afaste. Você não devia se torturar de tal forma. Não devia me admirar. Ou então, você podia descobrir que interpretou mal. Que só sente um mero afeto. Devíamos ser apenas amigos.
 Eu te quero bem, acredite. Mas não da maneira que você me quer. Eu não te desejo e não te amo mais do que como um amigo.
 Se eu te trato friamente, se eu mantenho certa distância é porque eu sei que você pode confundir a simpatia e a proximidade com segundos interesses. Se eu abaixo a cabeça quando lhe vejo, é porque não quero que teu coração sinta o que teus olhos vêem em mim.
 Então, por favor, não torne isso mais difícil do que já é pra mim. Não fale do que sente para não me fazer sentir dó. Eu não vou te iludir, nem que seja o último dia da sua vida. Eu não vou ficar com você por caridade. Antes da felicidade de qualquer outro, eu prezo a minha.
Siga em frente, sem mim. Tudo passa. Amor e dor, também. Fica tranqüilo porque tudo vai ficar bem. E não lamente. Afinal, a vida é mesmo assim: alguns têm que chorar para outros poderem sorrir.